AS DONAS DO JOGO
ENTREVISTADA: AMANDA SAYURI ALVES
A ideia desse espaço é dar voz para as mulheres que fazem parte do mundo dos games. Vale informar que, segundo a PGB (Pesquisa Game Brasil) elas são mais de 60% dos gamers no Brasil.
A primeira Dona do Jogo é a Amanda, que tem 22 anos, é streamer em São José do Rio Preto e seu jogo favorito é o League of Legends (LoL). Ela respondeu algumas perguntas para o Blog:
Como e quando entrou no mundo dos games?
Entrei nesse universo entre 2016 e 2017 por conta de um ex-namorado que também gostava de games e me mostrou o League of Legends. Rapidamente tomei gosto por jogar.
Como é a rotina de transmitir as partidas ao vivo pela Twitch?
No começo foi bem difícil, eu não tinha noção nenhuma de como poderia interagir com o chat. Com persistência fui pegando o jeito e agora acho bem tranquilo fazer livestreams. Jogar, conversar com o chat e focar na live eram coisas extremamente difíceis. Hoje em dia sai com tanta naturalidade que até me assusto em como me adaptei bem a isso. Como estou finalizando o semestre na faculdade, tenho buscado jogos mais tranquilos pra relaxar um pouco.
Já sentiu discriminação ou desrespeito por ser uma mulher que joga e faz streaming?
Sim, com certeza. O meio dos jogos competitivos é muito machista. Quando estou em live consigo ignorar os comentários desrespeitosos pra não atrapalhar a transmissão e não dar voz a esse tipo de pessoa, mas fico revoltada e triste. As pessoas não tem noção de como isso pode afetar. Estou ainda em processo de tentar lidar melhor com isso pra que não me afete tanto quanto tem afetado. As pessoas acham que como estão atrás de uma tela, podem ofender e insultar da maneira que quiserem e não é assim que deveria ser. Infelizmente a sociedade ainda é muito machista e isso reflete em todos os setores, inclusive, e muito no mundo dos games.
Já pensou em parar de fazer lives por algum motivo?
Pensei em parar algumas vezes. No streaming, o ritmo da live vai muito pelos viewers. Sem a interação com o chat, nada ali vai pra frente. Uma época acabei pegando poucos viewers e isso me desmotivou bastante. Cogitei parar, mas as pessoas mais próximas me incentivaram e apoiaram pra que eu não desistisse do meu sonho. Felizmente isso passou.
Como está o mercado gamer pra quem quer começar um canal de trasnmissão hoje?
Sem dúvidas é um bom momento. Existe uma gama enorme de jogos para todos os gostos e isso é muito bom porque as pessoas podem ficar à vontade pra jogar e transmitir o que elas quiserem e o público também pode escolher assistir o que for da sua preferência. Mas sempre tem o jogo do momento, o jogo da vez. É aquele jogo que estoura em um momento e começa a fazer muito sucesso. Então é sempre bom jogar esses jogos que atraem público e você ainda conhece um novo jogo também, e no meu caso, não fica presa apenas na rotina de LoL.
Deixa um recado aqui para as mulheres que querem entrar no mundo dos games e das lives:
Não deixa ninguém falar que você não é capaz, que te diminuam por ser mulher. Todo começo é difícil e nesse caso, pras mulheres é mais difícil. Mas nós somos fortes e vamos ter que lidar com vários tipos de situações na rotina de streaming e de gamer, das boas as ruins. Saber ter jogo de cintura no momento pra lidar com discriminação também é importante. Nunca se deixem abalar pois a intenção da pessoa que ofende é exatamente essa. O mais importante é focar no objetivo que as coisas vão dar certo.
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